Dando continuidade ao estudo Compreendendo a Batalha Espiritual na Família, vamos compreender as três dimensões humanas e sua relação com a unidade conjugal.
Espírito, alma e corpo: as três dimensões humanas
As três dimensões humanas são: “…o espírito, a alma e o corpo” (1 Tessalonicenses 5.23).
O espírito: nossa vida diante de DEUS
O espírito é a dimensão imaterial do ser humano relacionada à sua vida diante de Deus.
Antes de nascer de novo, ele está morto (Efésios 2.1). Ou seja, o espírito existe, mas está separado da comunhão com DEUS (Efésios 4.18) por causa do Pecado.
A pessoa continua até buscando experiências espirituais, mas precisa ser reconciliada com Deus e receber Dele vida nova.
A alma: pensamentos, sentimentos e decisões
A alma é a dimensão imaterial relacionada aos nossos pensamentos, sentimentos e decisões.
Ao nascer de novo, DEUS passa a transformar gradativamente essa vida interior, renovando nossa maneira de pensar e, consequentemente, de agir (Romanos 12.2).
O corpo: nossas escolhas expressas em ações
O corpo é a dimensão física do ser humano, pela qual percebemos o mundo e expressamos nossas escolhas por meio de ações.
Mesmo nascendo de novo, o corpo não foi restaurado: ainda sofre as consequências dos pecados e decisões. Paulo ensina que devemos glorificar a Deus no corpo (1 Coríntios 6.19-20).
A unidade do casamento no Éden
No casamento, lá no Éden, antes da queda, corpo, alma e espírito eram totalmente inteiros – íntegros – no relacionamento conjugal e para com DEUS.
Diariamente, o casal dava lugar ao relacionamento com o CRIADOR, sem qualquer barreira ou dificuldade. Tinham a mesma Fé, o mesmo objetivo de culto e a mesma disposição interior de ouvir a DEUS.
Sua unidade e PAZ com DEUS podiam ser vistas na unidade e paz de um para com o outro.
Gênesis 2.24 diz: “E eles serão uma só carne”.
Aqui se demonstra a plenitude dessa unidade. O casal se misturava, se encaixava harmonicamente e plenamente através do sexo.
Gênesis 2.25 diz: “…e não se envergonhavam”.
Envergonhados no original significa “confundidos”. Ou seja, a mente, vontade e emoções eram perfeitas, sem qualquer confusão ou animosidade.
Correspondiam-se perfeitamente no dar e receber amor e carinho. Supriam-se afetivamente e se sentiam plenos um com o outro.
Falavam a mesma linguagem, não tinham problemas de comunicação, seja por gestos, olhares ou conversas. Viviam em plena unidade de propósito.
POR ISSO, cuidar do casamento envolve todo o nosso ser.
Devemos cultivar a comunhão com DEUS, permitir que ELE transforme nossos pensamentos e sentimentos e expressar essa transformação em atitudes concretas, primeiramente no relacionamento conjugal.
Devemos ter disposição de ouvir. O amor precisa aparecer nas palavras, no carinho e no respeito. O perdão precisa alcançar aquilo que ainda guardamos contra o outro.
A unidade conjugal se fortalece quando a Fé em CRISTO orienta nossa maneira de ser e viver.
Meditem juntos, orem juntos, caminhem juntos até Cristo voltar para nos buscar.